O Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve nesta sexta-feira (23) a condenação do ex-BBB Felipe Prior, condenado a oito anos de prisão por estupro. O crime ocorreu em 2014, em Votuporanga, no interior de São Paulo.
A decisão foi feita pelo ministro Reynaldo Soares da Fonseca, mas cabe recurso. Segundo o documento, não houve determinação de prisão imediata, então Felipe Prior ainda aguarda o desfecho do caso e dos recursos da defesa em liberdade.
Prior foi condenado por estupro pela Justiça de São Paulo em 2024 a oito anos de prisão em regime semiaberto. A decisão foi unânime e ocorreu em segunda instância, confirmando o crime contra uma estudante universitária. Prior responde em liberdade enquanto a defesa recorre com recursos especiais a instâncias superiores.
*A defesa de Felipe Prior ainda não se pronunciou. A Band abre o espaço caso haja um pronunciamento sobre o assunto.
Denúncias contra Prior
Os relatos dos supostos dois estupros e de uma suposta tentativa do ato foram divulgados em uma matéria da revista Marie Claire. Diante da denúncia, um inquérito policial foi aberto na Delegacia da Defesa da Mulher de São Paulo em abril deste ano para investigar os casos.
As denúncias acabaram levando a Globo a vetar Prior na grade da emissora até que os fatos sejam esclarecidos. Uma reportagem sobre a votação recorde no Big Brother Brasil iria ao ar no Fantástico, com entrevista com Prior, mas foi barrada após a matéria da revista Marie Claire, em 2020.
Em 4 de agosto, a Delegacia de Defesa da Mulher de São Paulo concluiu o inquérito sem indiciar o arquiteto. No entanto, dois dias depois, o Ministério Público de São Paulo denunciou Prior por dois estupros e uma tentativa de estupro. Segundo a defesa do ex-BBB, em nota ao site UOL, "no inquérito policial foram produzias provas que levaram a Autoridade Policial a concluir pela inocência de Felipe Prior".
"Foi demonstrado, cabalmente, que Felipe não cometeu crime de violência sexual nem qualquer outro crime. Acreditamos, firmemente, que a justiça prevalecerá e o Poder Judiciário chegará a essa mesma conclusão, afirmando a inocência de Felipe Prior e sepultando de uma vez por todas essas injustas e infundadas acusações", completa o texto.