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Rio: jovens debocharam da vítima e ameaçaram estuprar irmã de 12 anos

*Alerta: o texto abaixo aborda temas sensíveis como violência contra a mulher, violência doméstica e estupro. Se você se identifica ou conhece alguém que está passando por esse tipo de problema, ligue 180 e denuncie.

Cinco jovens são acusados de envolvimento no estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, ocorrido na noite de 31 de janeiro. Um vídeo exibido neste domingo (8) pela TV Globo mostra os rapazes comemorando e debochando da vítima no elevador após deixarem o apartamento onde o crime aconteceu.

Nas imagens, exibidas pelo Fantástico, os rapazes aparecem rindo e conversando no elevador, após deixar o apartamento. "A mãe de alguém teve que chorar hoje, porque as nossas mães..."

Detalhes da agressão e prisão

Em entrevista ao programa da TV Globo, a avó da adolescente que tinha sua guarda conta que a neta chegou a pedir desculpas pelo que tinha acontecido: "Ela me abraçou e falou: 'mãe, desculpa'. Eu falei: 'desculpa de quê? Você não teve culpa." Quando levantou o vestido da neta, ela viu o corpo com hematomas. “Não era um roxo, era um roxo preto, em várias partes. Fiquei apavorada”.

A avó relata que só depois soube que eram vários agressores. "Aí quando ela relatou a quantidade de pessoas, eu entendi." Segundo o relato, a jovem se negava e pedia a eles que parassem, mas não era atendida. "Ela pediu para ir embora, ela não queria ficar mais, e quando ela pediu que parassem, ela apanhou. Eles subiram na cama e chutaram ela até cair da cama. E continuaram chutando", descreve.

As imagens revelam os suspeitos rindo e conversando logo após o ato. Os quatro maiores de idade foram presos na última semana, enquanto o menor, apontado como mentor do crime por atrair a jovem ao local, entregou-se na sexta-feira (6). Eles responderão por estupro coletivo qualificado, já que a vítima é menor de 18 anos.

De acordo com o delegado Ângelo Lages, da 12ª DP (Copacabana), a violência durou cerca de uma hora. A estudante foi imobilizada e atacada pelos cinco rapazes após se negar a ter relações com o grupo. O laudo do IML confirmou ferimentos nas partes íntimas, hematomas e suspeita de fratura de costela.

Relato da família e ameaças

A avó da adolescente relatou que a neta apresentava hematomas graves por todo o corpo. Segundo o depoimento, a jovem pediu para ir embora e solicitou que parassem, mas foi agredida com chutes até cair da cama.

Ainda conforme o relato familiar, o menor que levou a vítima ao apartamento a ameaçou. Ele teria dito que, caso ela contasse sobre o ocorrido, ele pegaria também a irmã da adolescente, uma criança de apenas 12 anos. Logo após o ataque, a jovem enviou uma mensagem ao irmão pedindo ajuda e relatando a suspeita do estupro.

Investigação de novos casos

O delegado Lages confirmou que o grupo é investigado por outros crimes sexuais. Após a repercussão do caso, novas vítimas procuraram a polícia. Uma mãe relatou que sua filha foi violentada por dois dos suspeitos quando tinha 14 anos.

Outra jovem, hoje maior de idade, acusa um dos rapazes de tê-la obrigado a praticar atos sexuais durante uma festa. A Polícia Civil pretende avançar com as investigações para identificar se há mais vítimas do grupo.

Fonte: Band.
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