Isabel Veloso morreu aos 19 anos neste sábado (10), após quase dois meses internada em um hospital de Curitiba, no Paraná. Ela enfrentava a Doença do Enxerto contra o Hospedeiro, em meio a um tratamento contra um linfoma. Isabel deixa o marido, Lucas Borbas e um filho de um ano.
A jovem ficou famosa em 2024, após revelar que o linfoma de Hodgkin que tratava estava em estado terminal e que teria apenas seis meses de vida. Algum tempo depois, a jovem disse que a doença estava estabilizada e que o tumor havia regredido.
Ela contou que preferiu parar o tratamento convencional, com quimioterapia e radioterapia, para usar apenas medicamentos paliativos, que controlam a dor, mas não a doença. Isabel explicou que o "prazo" inicial dado pelos médicos "venceu" e ela "ganhou mais tempo de vida" devido aos tratamentos que fez. Com isso, ela passou a fazer planos ao lado do marido.
Algum tempo depois, a jovem engravidou e decidiu retomar o tratamento convencional para acompanhar o crescimento do filho - e justamente por isso, o câncer entrou em remissão. O pequeno Arthur, filho da influenciadora Isabel Veloso e do empresário Lucas Borbas, passou 27 dias internado em uma unidade de terapia intensiva neonatal.
O bebê nasceu em 29 de dezembro de 2024, com 32 semanas de gestação, devido à necessidade de antecipação do parto para que Isabel pudesse retomar o tratamento contra o câncer. A família vivia desde então em Dois Vizinhos, Paraná.
Apesar das dificuldades, Isabel garantia que a recuperação da cesárea foi tranquila. "Estou bem em relação à recuperação do pós-parto. É só a questão dos meus sintomas, às vezes é difícil, é puxado, porque ainda não estou com meu tratamento. Ele ainda não chegou, então é tudo questão de tempo, né?", explicou.
Isabel enfrentou Doença do Enxerto contra o Hospedeiro
A doença, segundo a biblioteca nacional de medicina dos Estados Unidos, é uma complicação grave que pode ocorrer após o transplante de medula óssea ou de células-tronco hematopoiéticas.
O problema que Isabel enfrenta ocorre quando linfócitos T do enxerto do doador reconhecem os tecidos do receptor como estranhos, por diferenças de compatibilidade. Ou seja, os linfócitos iniciam uma resposta imune contra eles e ataca o corpo do paciente.
O ataque, segundo estudos, ocorre nos primeiros 100 dias após o transplante, levando o paciente a ter danos em diversos órgãos, como pele, trato gastrointestinal, fígado e pulmões. No caso de Isabel Veloso, ela teve complicações respiratórias.
Qual é o tratamento para a Doença do Enxerto Contra o Hospedeiro?
O tratamento varia de acordo com a gravidade do caso. Para a maioria dos casos, o tratamento inicial é com corticosteroides, medicamentos específicos e até terapias por órgão afetado.
Há também a prevenção, com medicamentos para evitar a complicação. O tratamento é complexo e deve ser conduzido por médicos especialistas, segundo a Sociedade Brasielira de TRansplante de Medula Óssea e a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS, a Conitec.