O senador Alexandre Luiz Giordano (Podemos-SP) está no centro de uma nova polêmica após ser flagrado em uma série de irregularidades de trânsito em São Paulo. O caso, registrado por câmeras corporais da Polícia Militar, expõe o uso do cargo para intimidar agentes da lei e evitar sanções.
Giroflex, fuga e 'carteirada'
Giordano foi flagrado dirigindo um carro importado sem placas e equipado com um giroflex — dispositivo de luzes intermitentes exclusivo de viaturas policiais, cujo uso por civis é proibido por lei. Durante a tentativa de abordagem, o senador subiu na calçada para desviar de um policial e fugir, o que deu início a uma perseguição envolvendo três viaturas. Uma delas precisou entrar na contramão para conseguir interceptar o veículo.
Ao ser parado, o parlamentar tentou intimidar a equipe policial e ligou para um oficial da PM na tentativa de cancelar as autuações. Em áudio gravado, ele chega a sugerir punição ao agente que o abordou: "Policial meio nervoso. Reciclagem nele". Apesar de estar com a habilitação vencida há dois anos e com o direito de dirigir suspenso, Giordano recebeu três multas, mas foi liberado para ir embora dirigindo o próprio veículo.
Quem é Alexandre Giordano?
Ascensão ao Poder sem Votos: Alexandre Giordano, de 51 anos, chegou ao Senado Federal em 2021 sem ter recebido um único voto nominal. Ele era o primeiro suplente do senador Major Olímpio e assumiu a cadeira após a morte do titular por complicações da Covid-19. Seu mandato expira no fim deste ano.
Baixo Protagonismo e Polêmicas de Bastidores: no Congresso, Giordano é conhecido pelo baixo protagonismo em grandes debates nacionais, atuando majoritariamente nos bastidores. Entretanto, seu nome já esteve envolvido em controvérsias internacionais: em 2019, foi citado como intermediário em negociações de energia da usina de Itaipu, caso que quase levou ao impeachment do então presidente do Paraguai.
Histórico Empresarial e Judicial: antes da política, Giordano construiu carreira como empresário nos ramos de metais, mineração, transporte de resíduos e hotelaria. Seu histórico, porém, é marcado por:
Processos Judiciais: responde a diversas ações por dívidas, falta de pagamento, disputas de propriedades e questões trabalhistas.
Gastos Suspeitos: em 2022, foi questionado pela PGR por gastar quase R$ 4 mil em combustível em um único dia.
Investigação Criminal: atualmente, é investigado por ameaça e falsidade ideológica. Um ex-funcionário o acusa de usá-lo como "laranja" em uma empresa e afirma ter sido ameaçado pelo senador com uma arma de fogo.