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Quem é Mario Frias, ator que virou deputado e alvo da PF sobre ‘Dark Horse’
Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O deputado federal Mario Frias (PL-SP) foi um dos alvos da operação Make Up, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (10). A ação apura um suposto desvio de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares repassadas para o filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Durante o cumprimento do mandado de busca, agentes federais apreenderam sete armas no endereço do parlamentar em Brasília.

Em agosto, o ministro Flávio Dino autorizou a Polícia Federal a ter acesso a dados da investigação que envolve a produtora audiovisual Go Up Entertainment, responsável pelas gravações da cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Os repasses vieram à tona após o ministro se tornar relator do inquérito que apura o suposto desvio de finalidade na destinação de R$ 2 milhões ao instituto. Os valores foram repassados por meio de emendas do deputado.

Quem é Mario Frias

Mario Frias nasceu no Rio de Janeiro e ficou conhecido por seus trabalhos na televisão e, posteriormente, ganhou destaque na política.

Na televisão, em 1999, Mario Frias protagonizou a sexta temporada de “Malhação”, na TV Globo, formando par romântico com a atriz Priscila Fantin. Anos mais tarde, também protagonizou a novela Floribella, exibida pela Band, e Mutantes, na Record. Ele também apresentou programas na RedeTV!.

Em 2020, ele foi nomeado secretário de Cultura no governo de Jair Bolsonaro, onde substituiu a atriz Regina Duarte, que deixou o cargo para assumir a Cinemateca Brasileira. Ele foi empossado em junho daquele ano.

Dois anos depois, o ator se filiou ao Partido Liberal, mesma legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro, e anunciou sua candidatura a deputado federal por São Paulo. Ele foi eleito com mais de 120 mil votos.

Dark Horse

Em maio, o Supremo Tribunal Federal (STF) não conseguiu notificar o Mário Frias (PL para que ele prestasse esclarecimentos sobre o envio de emendas parlamentares para uma organização não-governamental (ONG) ligada à produtora responsável pelas gravações da cinebiografia de Bolsonaro.

Apontado como produtor-executivo do filme, Frias é alvo de uma apuração preliminar no STF sobre o suposto desvio de finalidade na destinação de R$ 2 milhões ao Instituto Conhecer Brasil, uma entidade ligada à produtora audiovisual Go Up Entertainment, responsável pelas gravações do filme "Dark Horse".

O filme que retrata a vida política de Bolsonaro veio à tona após o site The Intercept revelar que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar as gravações.

Após a divulgação da conversa entre Flávio e Vorcaro, ocorrida em novembro do ano passado, o senador negou ter combinado qualquer vantagem indevida com o banqueiro e disse que os recursos eram privados.

Operação Make Up

Além de Mario Frias, Karina Gama, dona do Instituto Conhecer Brasil e produtora do filme, também foi alvo da operação.

Segundo a Polícia Federal, ao todo, estão sendo cumpridos 49 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal.

As investigações, conforme a PF, apontam a existência de uma organização criminosa, formada por agentes públicos e privados, suspeita de direcionar os valores recebidos para empresas subcontratadas de forma irregular, sem comprovação da efetiva prestação dos serviços contratados. As tentativas de dissimular os desvios teriam se estendido até julho deste ano.

Levantamentos financeiros identificaram movimentação da ordem de centenas de milhões de reais entre as empresas que integram o esquema investigado.

Estão sendo investigados os crimes de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.

Fonte: Band.
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