A polícia de Montevidéu frustrou, na terça-feira, uma tentativa de roubo de cerca de US$ 1 milhão à agência do Banco República no distrito financeiro da capital uruguaia, e prendeu 10 suspeitos, entre eles brasileiros, que cavaram um túnel para acessar o banco pelo sistema de esgoto.
Som de furadeiras e música alta para despistar vizinhos
Segundo a investigação, a quadrilha trabalhava há semanas na construção de um túnel subterrâneo que ligaria um imóvel ao sistema de esgoto próximo à agência bancária. Os criminosos usavam furadeiras para abrir caminho e colocavam música em volume alto para mascarar o barulho das ferramentas e evitar que vizinhos desconfiassem.
De acordo com o telejornal Telenoche, embora existam várias instituições financeiras na região, o alvo definido pelo grupo era a agência do Banco República. Os investigadores apuraram que os suspeitos tinham informações consideradas cruciais para viabilizar o roubo naquele local.
A estratégia da quadrilha era chegar ao entorno do cofre pelo sistema de esgoto e invadir o interior do banco a partir do subsolo, reduzindo o risco de acionamento de alarmes e contato direto com funcionários ou clientes.
Inteligência policial e elo com crime organizado
A Diretoria de Inteligência da polícia uruguaia monitorava o grupo há meses. Nesse período, agentes realizaram diversas diligências e operações de inteligência para acompanhar os movimentos dos suspeitos e mapear o avanço das obras do túnel.
A ação desta semana contou com cooperação internacional e terminou com a prisão de 10 pessoas. O grupo reúne suspeitos de pelo menos três nacionalidades: uruguaios, paraguaios e brasileiros.
O Ministério Público e a polícia agora investigam se a quadrilha tem ligação com uma organização criminosa internacional. As autoridades apuram também se os detidos já participaram de outras tentativas de roubos sofisticados na região, utilizando túneis ou métodos semelhantes para acessar cofres de instituições financeiras.
Os nomes dos presos não foram divulgados oficialmente, e a investigação segue em sigilo enquanto os peritos analisam o local, o trajeto do túnel e os equipamentos apreendidos durante a operação.