O tradicional hábito de passar roupas tem perdido espaço para soluções mais dinâmicas no cotidiano dos brasileiros. Embora perfis mais conservadores ainda mantenham o costume de utilizar o ferro elétrico em camisas, calças e até roupas de cama, uma parcela crescente da população busca alternativas que privilegiem a economia de tempo e a facilidade no dia a dia.
Dados da Sala Digital do Google confirmam essa tendência de comportamento. De acordo com o levantamento, o interesse por roupas que "não amassam" ou que "não precisam passar" registrou um salto de 189% nos últimos cinco anos no Brasil. O índice reflete uma busca direta por tecidos tecnológicos e métodos que eliminem a necessidade do eletrodoméstico.
Estratégias e tecidos tecnológicos
No mercado da moda e consultoria de estilo, a escolha da matéria-prima tornou-se o fator determinante para quem deseja abandonar o ferro. A consultora de estilo Joice afirma que a prioridade tem sido o uso de tecidos sintéticos, conhecidos pela alta resistência a vincos e dobras. A especialista utiliza essas escolhas como uma ferramenta estratégica para otimizar a rotina sem comprometer a aparência pessoal.
Essa mudança é impulsionada por uma demanda geracional por praticidade. Há um movimento nítido de consumidores que selecionam peças especificamente por suas propriedades têxteis, visando evitar as chamadas "marcas de varal".
Dicas de manutenção
Para quem deseja aderir ao movimento de "inimigos do ferro", especialistas recomendam atenção desde o momento da lavagem até a secagem:
- Seleção de materiais: Priorize fibras sintéticas ou mistas que possuam maior resiliência têxtil.
- Secagem estratégica: Estender as roupas de forma alinhada logo após a lavagem ajuda a reduzir a formação de marcas profundas.
- Técnicas de desamasso: O uso do vapor do chuveiro ou borrifadores específicos são táticas populares para ajustes rápidos no dia a dia.