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Polícia suspeita que donos de academia dificultam investigação sobre morte
Reprodução

Polícia Civil de São Paulo investiga se os proprietários da academia onde uma mulher morreu intoxicada por produtos químicos estão dificultando o andamento das investigações. Segundo informações apuradas pelo Portal Leo Dias, exploradas no Melhor da Tarde desta terça-feira (10), o delegado responsável pelo caso avalia solicitar medidas judiciais para garantir que os donos do estabelecimento prestem depoimento, após sucessivas ausências na delegacia.

O caso, que gerou forte repercussão, trata da morte de uma professora de natação durante uma aula. A principal linha de investigação aponta que uma mistura química inadequada, realizada por um funcionário que não tinha a qualificação técnica necessária, provocou a liberação de gases tóxicos na piscina. 

Além da vítima fatal, outras três pessoas foram internadas, incluindo o marido da professora, que permanece em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Funcionário que fez mistura química recebia orientações por foto

Janaina Nunes trouxe detalhes sobre o depoimento do funcionário que realizava o manuseio dos produtos. Embora atuasse formalmente como manobrista, ele era o responsável por tratar a água da piscina. "Esse rapaz contou que fazia a mistura, fotografava e mandava para uma pessoa para provar que estava fazendo na quantidade correta. Essa pessoa sequer ia até o local", relatou.

Chris Flores demonstrou indignação com a dinâmica de trabalho adotada pelo estabelecimento. Ela ressaltou que a mistura de componentes químicos sem o devido conhecimento técnico é extremamente perigosa. "Ele não era piscineiro, ele ganhava para ser manobrista e certamente pediram para ele fazer os dois trabalhos pelo preço de um. Misturar cloro com outros produtos solta gases que intoxicam rapidamente", afirmou a apresentadora.

Família e alunos seguem internados

A tragédia não afetou apenas a professora que trabalhava no local. O marido da vítima, apontado como um herói por Chris Flores por ter alertado os alunos a deixarem a piscina ao perceber o cheiro forte, segue lutando pela vida. Entre os feridos, também está um adolescente de 14 anos que frequentava as aulas na academia de grande porte, localizada em São Paulo.

Janaina Nunes reforçou que a polícia aguarda o comparecimento dos donos para a tarde de hoje, mas a resistência em colaborar tem gerado suspeitas. "O delegado informou que acha que os donos estão dificultando a investigação. Está tudo muito estranho ainda. É uma irresponsabilidade", criticou. Chris Flores finalizou pontuando que a justiça deve ser feita para que o elo mais fraco da corda, o trabalhador que cumpria ordens, não seja o único a ser responsabilizado.

Fonte: Band.
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