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Pais de jovem que matou cão Orelha planejam fuga do filho para a Austrália
Reprodução/Redes Sociais

A jornalista Patrícia Calderon revelou nesta quinta-feira (5), durante o programa Melhor da Tarde, que os pais do menor M, de 15 anos, apontado como o autor da agressão que matou o cão Orelha, estão se movimentando para enviá-lo à Austrália. A estratégia da família, que é proprietária de uma grande empresa de contabilidade, seria aproveitar a agilidade na emissão de vistos australianos para retirar o adolescente do país antes que a ordem de internação, já solicitada, seja executada.

O caso ganhou repercussão internacional e gerou forte indignação na Praia Brava, em Itajaí (SC). De acordo com Patrícia Calderon, a relação de M com outros jovens da região é facilitada pelos contatos profissionais dos pais com proprietários de casas nos condomínios de luxo locais. O plano de fuga envolveria um tio do menor que reside na Austrália.

Família quer facilitar fuga de jovem indicado de matar Orelha para fora do Brasil

Segundo a jornalista, o visto para a Austrália pode ser emitido em cerca de uma semana, especialmente se vinculado a cursos de intercâmbio. "Eles estão tendo tempo e dinheiro para isso", afirmou Patrícia Calderon, alertando que a polícia ainda não reteve os passaportes dos envolvidos. 

Ela ressaltou que, por serem contadores, os pais têm facilidade em apresentar os extratos bancários exigidos pelas autoridades australianas.

A movimentação da família ocorre em um momento de isolamento social dos jovens implicados no crime. M e seus amigos estariam deixando a escola onde estudavam para ingressar em novas instituições devido à pressão da sociedade. 

Patrícia Calderon informou ainda que M sempre teve acompanhamento psicológico e que, na dinâmica familiar, a mãe costumava ser mais condescendente com seus atos.

Mãe de suspeito de matar Orelha tentou esconder provas na chegada da Disney

O debate no programa também abordou a conduta da mãe do jovem. Na quarta-feira (4), o Melhor da Tarde já havia noticiado que ela tentou esconder provas ao chegar de uma viagem à Disney, nos Estados Unidos. 

A suspeita é de que ela tenha ocultado o moletom usado pelo filho no dia em que o cão Orelha foi morto, o que poderia configurar crime de ocultação de prova.

Outro ponto crítico mencionado foi a atuação da primeira juíza designada para o caso, que se retirou do processo somente uma semana após o início das investigações. A magistrada alegou vínculo pessoal com a família de um dos meninos, o que, segundo os participantes do programa, pode ter prejudicado a celeridade da justiça e permitido a suposta manipulação de datas e vídeos.

Fonte: Band.
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