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"Nunca será solteira", disse coronel dias antes da morte da esposa PM

As investigações revelaram que o relacionamento entre o tenente-coronel Geraldo Neto e a esposa PM era marcado por controle e abuso psicológico. Em mensagens extraídas dos aparelhos do casal, Gisele relatava desrespeito e agressões, chegando a pedir o divórcio poucos dias antes de ser morta. Em um dos diálogos de fevereiro, a soldado confrontou o marido sobre gritos e intimidações físicas; em outro, cinco dias antes do crime, Neto demonstrou comportamento possessivo ao questionar o uso das redes sociais da esposa e negar o fim da relação, afirmando que ela "jamais" seria solteira.

tenente-coronel foi preso preventivamente e tornou-se réu pelo assassinato da esposa, a soldado da Polícia Militar Gisele Alves. O relatório final da Polícia Civil, divulgado nesta semana, reúne provas técnicas e mensagens de celular que contradizem a versão do oficial de que a mulher teria cometido suicídio. Neto está detido em um presídio militar em São Paulo, acusado de feminicídio e fraude processual por alteração da cena do crime.

Perícia descarta hipótese de suicídio

A análise técnica do local do crime e do corpo da vítima foi determinante para a acusação de feminicídio. A simulação da perícia demonstrou que o disparo contra Gisele foi efetuado a curtíssima distância, com uma trajetória de baixo para cima e de trás para frente, o que gera uma impossibilidade técnica de ter sido um ato autoprovocado. Além disso, marcas de dedos no pescoço da soldado indicam que ela foi imobilizada antes de ser atingida pelo tiro.

Outras contradições surgiram durante a reconstituição:

  • Alcance da arma: A pistola utilizada, uma Glock .40, foi encontrada em cima de um guarda-roupa. Os peritos concluíram que Gisele não conseguiria alcançar a arma sem um objeto de apoio, e nenhum foi encontrado no quarto.
  • Vestígios de sangue: Embora o tenente-coronel tenha declarado que não teve contato com o sangue da vítima, foram encontradas manchas no box do banheiro, em uma toalha e na bermuda utilizada por ele no dia do crime.

Comportamento após o crime

O relatório policial destaca que as ações de Geraldo Neto logo após o disparo foram voltadas para a própria proteção e não para o socorro imediato da vítima. Em um intervalo de 17 minutos, o oficial realizou ou recebeu 19 ligações. Registros mostram que ele ligou para o 190 duas vezes, mas só solicitou socorro efetivamente após conversar por quase um minuto com seu superior na Polícia Militar.

Para as autoridades, essa sequência de ações é incompatível com o estado de choque de alguém que presencia um suicídio. A Polícia Civil concluiu que o cenário foi organizado pelo oficial para sustentar sua versão dos fatos. A defesa de Geraldo Neto afirma que ele nega a autoria do crime.

Fonte: Band.
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