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Nikolas nega proximidade com Vorcaro após áudio: "Ele ficou p... comigo"

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) reagiu à divulgação de um áudio em que conversa com o banqueiro Daniel Vorcaro negando proximidade com o empresário. Ele afirma que o financista "ficou p..." com uma postagem sobre o banco e insiste: "Eu nunca recebi um tostão do Vorcaro, eu nunca encontrei com ele".

Contato via André Valadão e nome salvo como "Dani"

Segundo Nikolas, o telefone do banqueiro chegou por indicação religiosa. "Em 2023, o pastor André Valadão, que era amigo do Daniel Vorcaro, me mandou o contato dele", disse. Em tom de crítica, ele acrescentou: "Aqui vai a primeira lição de vida: nunca salve o contato com o nome que a pessoa mandou".

O parlamentar explica que passou a se referir ao contato como "Dani Vorcaro" porque achava que esse era o nome. "Por que o André Valadão me mandou o nome de 'Dani Vorcaro'? Eu achei que o nome dele era Dani", declarou.

Nikolas contesta reportagens que apontaram que ele teria chamado o banqueiro de "lindão" na conversa. “Agora uma pausa muito importante: Eu nunca chamei ele de lindão. Inclusive, a reportagem mente a respeito disso e só ouviu o áudio. Eu não falo lindão hora nenhuma”.

Post sobre Master e ajuda na campanha

O deputado lembra que já havia questionado o banco por meio da Lei de Acesso à Informação em postagem de 27 de abril de 2024. "Na época, o André Valadão, que era amigo dele, falou comigo: 'Nikolas, cara, aquela postagem lá, poxa, o Dani não gostou'. Eu falei: 'Cara, mas eu não vou apagar, é meu trabalho'", relatou.

Ele afirma que não sabia quem era o dono da instituição. "Eu falei: 'Pastor, eu não fazia ideia que esse banco era do Dani'" e comentou que "acabou que a palavra dita não tem como voltar". Na sua versão, "o Vorcaro ficou puto comigo, porque eu simplesmente denunciei que o banco dele tava financiando evento lá em Londres".

Nikolas reconhece que o banqueiro o ajudou na campanha de Jair Bolsonaro em 2022, quando já estava eleito. "Sim, Vorcaror ajudou há quatro anos atrás", afirmou, alegando que à época "não tinha nenhum tipo de indício de que ele era criminoso". Sobre esse apoio, disse: "Problema é dele. Se alguém quiser ainda ajudar com algum jatinho e não cometa crime daqui a quatro anos, eu aceito".

Ponte para advogado e críticas à Brasília

O parlamentar diz que seu ex-assessor, que também atuava como advogado, pediu que ele fizesse a ponte com o banqueiro. "Ele chegou e falou: 'Ô, Nikolas, tem um cara aí, cara, que eu quero entrar em contato pra vender aqui algumas coisas aqui e tal. Você consegue fazer a ponte comigo e ele?'", contou.

Ele afirma ter encaminhado o pedido sem vínculo pessoal com Vorcaro. "Eu falo: 'Dani, tem um amigo meu aqui que, cara, trabalha com isso. Ele também é meu advogado. Hoje, ele é meu ex-assessor. Mas eu queria trocar uma ideia com você'", narrou. Em seguida, reforçou: "Eu falei com ele: 'Dani, tipo, eu não conheço você, não tenho contato, relacionamento com você. Mas, assim, se você quiser, eu dou um toque nele'".

Nikolas diz que sempre admitiu ter falado com o financista. "Eu nunca neguei que eu tinha falado com o Vorcaro. Eu só não falei essas conversas porque é literalmente irrelevante", avaliou.

Recusa de benefícios e "cortina de fumaça"

Ao se defender, o deputado ataca o ambiente político de Brasília. "Vocês acharam mesmo que vocês iam conseguir convencer as pessoas de que eu sou tipo um Alexandre de Moraes? Ou que eu sou tipo um Paulo Gonet? Ou que eu sou tipo um Davi Alcolumbre, que ama ter as suíças prostitutas em festa? Tá de sacanagem, né? Eu não faço parte dessa putaria de Brasília", disse.

Ele afirma que nem ele nem seu advogado se beneficiaram de negócios com o banqueiro. "A grande diferença foi que quando o meu advogado descobriu que o Vorcaro estava todo enrolado lá no escândalo da INSS, o que ele fez foi nunca mais conversar com ele", declarou. E completou: "Pode ser a mensagem que for. Eu repito: não vai ter eu marcando de fumar charuto com ele, nem tomar uísque com ele, nem de ficar em festa com prostituta suíça".

Ao final, ele diz ver o caso como distração diante de outras crises. "O que vai acontecer comigo agora? Vão me prender? Pelo quê? Eu fico até lisonjeado de ser utilizado como cortina de fumaça diante do maior escândalo de corrupção e crise institucional no STF", afirmou, repetindo que, à época em que recebeu apoio logístico, "ele era um banqueiro como qualquer um outro" e que "não sabia quem era Dani, Daniel, ou Vorcaro, ou o que que era Banco Master".

Fonte: Band.
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