A Justiça converteu em preventiva a prisão do homem acusado de atacar uma estudante de 18 anos na saída da escola. O crime, que foi registrado por câmeras de segurança, chocou a vizinhança pela brutalidade. O agressor, que já possui histórico criminal por desacato e violência doméstica, permanece detido enquanto a Polícia Civil apura a existência de outras vítimas.
Em um depoimento impactante concedido por telefone, a estudante relatou os minutos de pânico que viveu. Ela contou que percebeu a presença do homem mexendo no lixo em uma esquina, mas não suspeitou de perigo imediato. Momentos depois, ao notar uma sombra próxima, foi surpreendida pelo agressor, que a arrastou para um beco com a intenção de despi-la.
Luta pela vida e resgate
Dentro do beco, a jovem travou uma luta corporal desesperada para se desvencilhar do criminoso. "Eu me concentrei para tentar puxar algum ar em alguma brecha e me acalmar", relatou a vítima, descrevendo o momento em que o agressor a derrubou no chão, tapou sua boca e aplicou um golpe de "mata-leão".
A jovem conseguiu levantar um dos braços para sinalizar socorro, o que chamou a atenção de vizinhos e colegas de escola que passavam pelo local. Ao ouvirem os gritos e perceberem a movimentação, o grupo iluminou o beco e interveio, retirando o homem de cima da estudante e impedindo a consumação do estupro.
Investigação de novos casos
A prisão preventiva foi decretada após audiência de custódia, garantindo que o acusado permaneça atrás das grades durante o processo. A Polícia Civil já identificou um ataque com características semelhantes em um bairro vizinho. Os investigadores devem ouvir a vítima desse segundo caso nos próximos dias para confirmar se o suspeito é o autor de mais um crime sexual.
Ainda muito abalada e com medo de sair de casa, a estudante espera que o agressor seja punido com rigor. "Em que momento uma mulher não pode andar sozinha na rua sem correr perigo?", questionou a jovem, ecoando um sentimento de insegurança compartilhado por muitas mulheres na região.