O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (29) que a gestão de Gabriel Galípolo, no Banco Central, não demorou a atuar no caso envolvendo o Banco Master.
“A gestão de Gabriel Galípolo não demorou a atuar, sei porque acompanhei de perto quando ele herdou o problema. Tomei conhecimento nas primeiras semanas da gestão do Gabriel da gravidade da situação e ele tomou todas as providências necessárias, com envolvimento do Ministério Público e da polícia, quando uma operação transcendia uma operação bancária legitima”, disse Haddad em entrevista ao Metrópoles.
“O BC não apura crime, faz a supervisão da instituição. Quando tem indício de crime, isso muda de patamar. Sou testemunha da maneira que isso foi tratado do começo do ano passado para cá, com muita diligência e com muito cuidado”, acrescentou o ministro.
O ministro também voltou a afirmar que quando Galípolo assumiu a presidência da autoridade monetária, ele herdou a possível maior fraude bancária da história do Brasil.
“O problema ganhou muita visibilidade nos setores dos órgãos de Estado em 2024. De maneira que quando o Gabriel Galípolo assume a presidência do Banco Central, ele já tem consciência do tamanho do ‘abacaxi’ que ele herdou do seu antecessor, tem total clareza de que ali é a maior fraude bancária, possivelmente, da história do Brasil. Então, se instauraram os processos necessários para dar a solidez para as decisões que o BC precisa tomar”, afirmou Haddad.