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Globo é processada em R$ 10 milhões por pronúncia errada da palavra recorde
Divulgação/ Manoella Mello/Globo

A TV Globo passou a responder judicialmente a uma ação apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) em Minas Gerais, que questiona a forma como a emissora pronuncia a palavra "recorde". A ação, revelada originalmente pelo portal F5 e divulgada no Melhor da Tarde desta quinta-feira (19), alega que a emissora utiliza a pronúncia "récorde" em sua programação jornalística e esportiva, o que estaria ensinando a nação brasileira a falar de forma incorreta.

O Ministério Público Federal solicita o pagamento de R$ 10 milhões por danos coletivos, além da veiculação de uma retratação em rede nacional. O órgão alega que, ao disseminar a pronúncia considerada errada por meio de um veículo de grande alcance, a emissora causa um prejuízo educacional e cultural ao país.

Debate sobre a "língua viva" e o papel da televisão

O caso gerou debate entre os participantes do programa Melhor da Tarde sobre a responsabilidade dos veículos de comunicação e a natureza da língua portuguesa. Janaina Nunes destaca que, embora a televisão tenha uma responsabilidade por chegar a diversos lares, a punição financeira parece desproporcional. "O certo é recorde, nós estamos no Brasil. Acho que fizeram para chamar atenção e corrigir, mas não vai levar a nada", avalia Janaina Nunes.

Chris Flores ressalta a mutabilidade do idioma e questiona o foco exclusivo nos veículos de comunicação. "Acho que a língua portuguesa é viva e pode ser influenciada por outras línguas. Teremos que banir o mercado financeiro e os coaches que só usam termos em inglês?", disse. Ela cita o uso de termos estrangeiros como "job" e "deletar" como exemplos de palavras incorporadas ao cotidiano brasileiro.

Entenda a pronúncia correta segundo o manual

De acordo com as diretrizes de pronúncia, a palavra recorde deve ser proferida como paroxítona, ou seja, com a sílaba tônica no "cor" (re-COR-de). O uso do acento tônico na primeira sílaba ("récorde") é classificado como um erro comum de prosódia, frequentemente influenciado pela língua inglesa.

Chris Flores pondera que, apesar da necessidade de correção, a exigência de R$ 10 milhões levanta dúvidas sobre o destino da verba. "Para onde vai esse dinheiro? Se a nação foi lesada, quem recebe?", questiona Chris Flores. Thiago Pasqualotto também ironizou o valor solicitado, sugerindo que o montante seria excessivo para uma discussão sobre pronúncia gramatical.

Fonte: Band.
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