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Dois adolescentes acusados de matar cão "Orelha" estão de férias na Disney
Cão Caramelo sofreu tentativa de afogamento - Reprodução/Redes Sociais

O crime de maus-tratos ocorrido na Praia Brava, em Florianópolis (SC), ultrapassou as fronteiras do estado e comoveu o Brasil. O alvo da brutalidade foi Orelha, um cachorro comunitário querido por moradores e turistas, que se tornou o símbolo de uma luta por justiça e por mudanças severas na legislação brasileira.  

O episódio de violência aconteceu no início de janeiro, mas a gravidade dos fatos só veio à tona no dia 16, após o sumiço do animal mobilizar a vizinhançaQuatro adolescentes são apontados como os autores das agressões. Até o momento, o status das investigações aponta que dois acusados já foram ouvidos pela Polícia Civil, no entanto, outros dois adolescentes estão em viagem de férias na Disney. Eles devem prestar depoimentos ao retornarem ao país e a Polícia Civil estuda um esquema de segurança no aeroporto, já que a população está revoltada com a crueldade dos fatos. 

Além dos menores de idade, a polícia indiciou três parentes dos adolescentes por suspeita de ameaçar e coagir testemunhas que tentavam ajudar na elucidação do caso.

Histórico de crueldade

O que mais chocou a comunidade local foi a revelação de que este pode não ter sido um caso isolado. Relatos indicam que o grupo já teria se envolvido em uma tentativa de afogamento de outro cão, conhecido como Caramelo, na mesma região. "É uma covardia e uma crueldade que precisam ser punidas. É uma monstruosidade", desabafou uma das pessoas próximas ao caso, refletindo o sentimento de indignação que domina as redes sociais. 

O vira-lata Caramelo sobreviveu à tentativa de afogamento e foi resgatado por protetores da região. No mesmo dia, ele foi adotado pelo delegado da Polícia Civil, Ulisses Gabriel. 

Nesta quarta-feira (28), em Toledo (PR), mais um cachorro comunitário foi vítima de maus-tratos: Abacate foi encontrado na última terça-feira (27) no bairro Tocantins, baleado. Ele foi socorrido e levado a um hospital veterinário particular, mas não resistiu aos ferimentos. Os moradores organizam uma manifestação, pedindo justiça, no próximo sábado (31).  

Legislação em xeque

O caso reacendeu o debate sobre a eficácia do Código Penal brasileiro em crimes contra animais. Embora a Lei Sansão (1.095/2019) tenha aumentado a pena para maus-tratos a cães e gatos para 2 a 5 anos de reclusão, especialistas e ativistas defendem que o rigor precisa ser ainda maior, especialmente para desencorajar a sensação de impunidade em crimes cometidos com tamanha brutalidade.

As investigações seguem em curso, e a sociedade aguarda o desfecho jurídico para que todos os envolvidos — diretos e indiretos — sejam devidamente responsabilizados.

Fonte: Band.
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