106.7 FM - A Sertaneja de Verdade! | Ribeirão Preto/SP
Distração digital: como evitar horas perdidas em telas e melhorar a saúde?

O uso indiscriminado de telas tem gerado impactos negativos significativos no bem-estar, na qualidade de vida e na produtividade. Durante a edição desta terça-feira (23) do Bora Brasil, o doutor Jean Gorinchteyn reforçou a necessidade de maior conscientização sobre o tempo gasto com o celular e como esse hábito, muitas vezes automático, afeta a saúde mental e as relações interpessoais.

Segundo o especialista, o principal perigo reside na falta de um objetivo definido ao acessar a tecnologia. Muitas vezes, o indivíduo utiliza o aparelho para realizar uma tarefa pontual, mas acaba sendo sugado pelo fluxo constante de informações das redes sociais, perdendo o foco do que realmente deveria fazer.

O magnetismo das telas e o impacto neurológico

A dificuldade em interromper o uso do dispositivo não é apenas uma questão de hábito, mas envolve processos neuroquímicos de gratificação cerebral. O especialista explica que a interatividade proporcionada pelos aplicativos cria uma sensação de prazer imediato, o que mantém o usuário em um estado de constante absorção.

"Infelizmente, acabamos ficando absorvidos pela tecnologia. Ao invés de ela trazer esse lado positivo, ela acaba realmente nos comprometendo", afirma o Dr. Jean Gorinchteyn.

O médico destaca que esse consumo desenfreado de conteúdo não apenas consome energia, mas desfoca o indivíduo de suas prioridades diárias. O Dr. Jean enfatiza que o primeiro passo para a mudança é admitir o quanto o tempo excessivo de tela tem prejudicado a qualidade de vida.

Desgaste nas relações e o papel do exemplo familiar

Um dos pontos de atenção mais graves, na visão do Dr. Jean, é o impacto direto na vida social e na dinâmica familiar. Ele pontua que o uso do celular em momentos de convívio, como durante refeições ou momentos de descanso a dois, constitui uma barreira na comunicação e uma falta de respeito com os que estão próximos.

"As pessoas usam isso com um automatismo, nem percebem, e ao mesmo tempo estão se distanciando. Aí, na primeira briga: 'Pô, mas você nem fala comigo'. ‘Você também não fala comigo'. É importante a gente tomar consciência e ver o quanto o celular, que é uma coisa extremamente importante, pode afetar a nossa vida de relação", ressalta o médico.

Por fim, o Dr. Jean ressalta a responsabilidade dos adultos na criação de hábitos saudáveis, especialmente quando o exemplo precisa ser transmitido às gerações mais jovens.

O especialista conclui que, embora a tecnologia seja uma ferramenta indispensável para o trabalho e a rotina, o controle emocional sobre o seu uso é essencial para evitar o desgaste psicológico e fortalecer os vínculos familiares.

Fonte: Band.
Carregando os comentários...
As Clássicas do Sertanejo com Alexandre Tardivo
A Sertaneja de Verdade - Ouça nossa programação
Carregando... - Carregando...