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Dias Toffoli nega ligação com Daniel Vorcaro e detalha venda de empresa
Gustavo Moreno/STF

O gabinete do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), emitiu nota oficial para detalhar a estrutura societária da empresa Maridt e negar qualquer relação de proximidade com o empresário Daniel Vorcaro. O comunicado busca detalhar a natureza jurídica da organização e afirma que a participação do magistrado em quadros societários respeita as normas vigentes para membros do Judiciário.

Segundo o documento, a Maridt é uma sociedade anônima de capital fechado e de caráter familiar, administrada por parentes do ministro. A nota do magistrado ainda argumenta que a Lei Orgânica da Magistratura permite que magistrados integrem quadros societários e recebam dividendos, desde que não exerçam atos de gestão ou administração. 

“Suas declarações à Receita Federal, bem como as de seus acionistas, sempre foram devidamente aprovadas”, ressalta o comunicado. 

Transferência de cotas e saída do grupo Tayaya

A nota busca montar uma cronologia da saída da Maridt do grupo Tayaya Ribeirão Claro, processo que foi concluído integralmente em fevereiro de 2025. De acordo com o gabinete, a desvinculação ocorreu por meio de duas operações financeiras distintas: a primeira foi a venda de cotas ao Fundo Arllen, realizada em setembro de 2021; a segunda foi a alienação do saldo remanescente para a empresa PHD Holding, em 21 de fevereiro de 2025.

O comunicado enfatiza que as transações foram efetuadas conforme o valor de mercado e devidamente reportadas às autoridades fiscais, sem que houvesse qualquer restrição ou irregularidade apontada pela Receita Federal. A manifestação ocorre em um momento de escrutínio sobre as relações empresariais de figuras do Judiciário.

Ausência de conflito de interesses e negativa de pagamentos

O ministro Dias Toffoli afirma desconhecer o gestor do Fundo Arllen e nega possuir qualquer relação de amizade, especialmente amizade íntima, com Daniel Vorcaro, alvo de investigações recentes. O magistrado pontua que a ação judicial referente à compra do Banco Master pelo BRB foi distribuída ao seu gabinete apenas em 28 de novembro de 2025.

A nota expressa que, na data da distribuição do processo, a Maridt já não possuía qualquer ligação com o grupo Tayaya há meses. Por fim, Toffoli declara que jamais recebeu qualquer tipo de valor financeiro proveniente de Daniel Vorcaro ou de seu cunhado, Fabiano Zettel, buscando afastar suspeitas de irregularidades ou conflito de interesses em sua atuação na Suprema Corte.

Mensagens de Vorcaro

relatório da Polícia Federal (PF) que foi entregue ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, tem mensagens trocadas entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o cunhado dele, Fabiano Zettel, em que os dois discutem pagamentos para a empresa Maridt, que tem como um dos sócios o ministro Dias Toffoli. A informação é da colunista da BandNews FM, Mônica Bergamo.

Zettel, que é casado com Natália Vorcaro, chegou a ser detido pela Polícia FederalEle trabalhava como um “gerente de caixa” do banqueiro. Nas mensagens, Vorcaro e Zettel citam o nome do magistrado e combinam as transferências, que seriam pagamentos pela compra de um resort que tinha a Maridt como sócia. O relatório aponta inclusive para pagamentos recentes, em 2025.

Toffoli e Vorcaro também trocaram mensagens, sobre encontros, mas não sobre negócios ou recursos.

A PF afirma que Toffoli é suspeito para seguir na relatoria do processo contra o banco. A suspeição do ministro depende agora do presidente da Corte, Edson Fachin, que já notificou o ministro para que ele preste explicações.

Fonte: Band.
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