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De briga bilionária a fusão: entenda compra da Warner Bros. pela Paramount
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A Paramount Skydance concluiu nesta terça-feira (6) a aquisição bilionárias da Warner Brox. por US$ 110 bilhões, criando a gigante de mídia Skydance. Agora, o CEO David Ellison assume o controle de uma das maiores empresas de entretenimento e mídia do mundo.

O acordo reúne os estúdios por trás de "Harry Potter", DC Studios, além das gigantes da televisão CBS, CNN, Paramount e HBO, formando uma empresa que abrange cinema, TV e notícias. Mas o processo de aquisição começou bem antes, em dezembro de 2025, em uma competição com a Netflix, outra gigante do streaming.

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Dezembro de 2025 e a tentativa de compra da Netflix

Em dezembro de 2025 a Warner Bros. começou a reorganizar a corporação, que vive sobre grandes dívidas. No dia 5 do mesmo mês, a produtora anuciou um acordo prévio om a Netflix, em que a empresa venderia a divisão de estúdios e streaming, incluindo a Warner Bros., HBO, DC Studios e TNT Sports além do catálogo de produções audiovisuais.

A venda avaliada em US$ 72 bilhões em valor patrimonial e em US$ 82,7 bilhões em valor de mercado fazia parte do plano. Mas apesar do acordo, a Paramount entrou na jogada, apresentando uma proposta concorrente para adquirir a Warner.

Disputa bilionária entre Netflix e Paramount

O impasse reflete duas visões distintas para o futuro da Warner. A Paramount ofereceu US$ 30 por ação para comprar a empresa de forma integral, incluindo os estúdios de cinema, o serviço de streaming e canais de notícias e esportes, como a CNN e a TNT.

Por outro lado, o acordo firmado com a Netflix possui um escopo mais específico. A plataforma de streaming concordou em pagar cerca de US$ 83 bilhões (US$ 27,75 por ação) para adquirir apenas os estúdios de Hollywood e o braço de streaming, que engloba a HBO.

Dentro dessa estratégia, a Warner planejou realizar um spin-off: desmembrar suas redes de TV a cabo e distribuí-las como uma nova unidade aos seus atuais acionistas antes que a venda para a Netflix seja concluída.

Oferta hostil da Paramount mudou os planos

A Paramount optou por uma manobra agressiva, conhecida no mercado financeiro como oferta hostil, ao levar a proposta diretamente aos investidores após ter sido ignorada pela diretoria da Warner. Apesar da negativa oficial do conselho, o mercado financeiro segue em alerta.

Em dezembro, os conselheiros da Warner avaliaram a oferta da Paramount, de US$ 108 bilhões, como inferior em comparação com à da Netflix, de US$ 83 bilhões, mesmo sendo mais vantajosa financeiramente. O conselho entendeu que a oferta da Paramount impõe riscos e custos significativos ao estúdio californiano.

A Paramount Skydance afirma ter um financiamento sólido, já que as famílias reais da Arábia Saudita, Catar e de Abu Dhabi oferecem o suporte financeiro. Porém, a Warner Bros discordou e questionou o motivo dos atuais proprietários da Paramount recorrerem à ajuda externa ao invés de investirem os próprios recursos.

Em fevereiro, Netflix de fora da jogada

Em nota publicada no fim de fevereiro, a Netflix destacou que, apesar da transação ter caminho claro para aprovação, a mudança da postura financeira e a oferta da Paramount tornou o negócio pouco atrativo diante do preço exigido para igualar a concorrência.

Astros de Hollywood contra a fusão

Em abril, um movimento de resistência tomou conta de Hollywood. Mais de mil estrelas do cinema e da TV, além de diretores e produtores de renome, publicaram uma carta aberta declarando oposição total à proposta de aquisição da Warner Bros. Discovery pela Paramount Skydance.

Entre os signatários estão nomes como Joaquin Phoenix, Ben Stiller, Kristen Stewart, Mark Ruffalo, Jane Fonda e os diretores David Fincher e Denis Villeneuve. O manifesto, publicado no site BlocktheMerger.com, argumenta que a fusão de US$ 111 bilhões criará um monopólio perigoso, reduzindo o número de grandes estúdios nos EUA para apenas quatro.

Briga entre Paramount e estados norte-americanos

Em julho, 12 estados americanos processaram a Paramount, argumentando que a compra concentraria poder demais a uma única empresa nos mercados de TV fechada e de filmes de grande bilheteria.

Mas, após dois meses de negociação, os lados chegaram a um acordo que prevê conselhos editoriais independentes para a CNN e CBS e outros pontos para que a fusão ocorra.

Outro ponto foi a possível multa de US$ 30 milhões caso não atinja a meta de 30 filmes lançados por ano, uma promessa da Paramount. O acordo eliminou o último obstáculo para que a compra e fusão ocorressem.

Fusão e criação da Skydance em outubro de 2026

A Paramount concluiu no dia 6 de outubro a aquisição bilionária da Warner Bros. por US$ 110 bilhões, criando a gigante de mídia Skydance. Agora, o CEO David Ellison assume o controle de uma das maiores empresas de entretenimento e mídia do mundo.

O nome Skydance prevê preservar as identidades dos estúdios Paramount e Warner Bros. A fusão dá fim à acirrada disputa com a Netflix e às negociações com outros estados americanos que tentavam barrar a fusão.

Além disso, a expectativa é que a empresa resultante da fusão nasça já com uma dívida de US$ 80 bilhões, o que pressionará o CEO a expandir o streaming, preservar o fluxo de caixa das redes de TV e melhorar o desempenho dos filmes nos cinemas.

Fonte: Band.
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