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Criminosos instalam barricadas eletrificadas para bloquear acesso no RJ
Reprodução/Band

A Polícia Militar do Rio de Janeiro identifica uma nova modalidade de obstrução em comunidades controladas pelo crime organizado: o uso de eletricidade em barricadas. Além das tradicionais barreiras compostas por concreto e ferro, grupos criminosos agora utilizam ligações clandestinas para energizar estruturas metálicas, transformando obstáculos físicos em armadilhas letais para agentes de segurança e moradores locais.

O flagrante mais recente ocorre durante uma operação da Polícia Militar na Favela da Coreia, em Senador Camará, na Zona Oeste da capital. A ação faz parte do programa Barricada Zero, iniciativa que visa a remoção de objetos instalados ilegalmente para dificultar o acesso de viaturas e forças do Estado em áreas de conflito. 

Segundo a corporação, a prática de eletrificar as barreiras tem se tornado mais frequente nos últimos meses.

Funcionamento e riscos das armadilhas elétricas

De acordo com informações da Polícia Militar, os criminosos realizam o desvio de energia da rede pública por meio de ligações irregulares, conhecidas como "gatos". A eletricidade é direcionada diretamente para grades, fios e outras estruturas metálicas posicionadas em pontos estratégicos de entrada das comunidades. Como as instalações são feitas de forma precária e sem qualquer dispositivo de segurança, o risco de descargas elétricas é constante.

Em análise no Brasil Urgente, o especialista em segurança Paulo Storani destaca que essa estratégia eleva o nível de perigo para as guarnições. O risco não se limita apenas aos policiais em operação. A população civil que reside nessas áreas também fica exposta a choques elétricos acidentais e ao risco de incêndios provocados por curtos-circuitos nas redes clandestinas.

Além de Senador Camará, estruturas semelhantes já foram desmanteladas em outras regiões do estado, incluindo a Ilha do Governador e o Morro da Mangueira, na Zona Norte, e o Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, na Região Metropolitana.

Histórico de ataques e outros materiais

O uso de barricadas perigosas já causou ferimentos em agentes de segurança. Em setembro do ano passado, três policiais do batalhão da Ilha do Governador foram atingidos por estilhaços de explosivos acoplados a uma barricada energizada. Na ocasião, os policiais estavam em uma viatura descaracterizada na comunidade do Barbante quando o dispositivo foi acionado.

Além do componente elétrico, as forças de segurança continuam a enfrentar barreiras físicas diversas. Durante as incursões, as equipes removem regularmente trilhos de trem, pneus incendiados, estruturas de alvenaria, grandes quantidades de lixo e entulho acumulado para bloquear ruas e vielas. Porta-vozes da PM reiteram que as operações de remoção continuarão integradas às ações de patrulhamento ostensivo para garantir o direito de ir e vir nas vias públicas.

Fonte: Band.
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