O cantor Ed Motta prestou depoimento nesta terça-feira (13) sobre um incidente ocorrido em um restaurante de luxo no Jardim Botânico, Zona Sul do Rio de Janeiro. O artista é investigado por injúria, preconceito e lesão corporal após se envolver em uma briga motivada pela cobrança da "taxa de rolha".
Durante o programa Melhor da Tarde, os apresentadores repercutiram as imagens de câmeras de segurança que mostram o cantor arremessando uma cadeira, que atingiu a perna de um garçom. A conduta de Ed Motta foi duramente questionada pela equipe, especialmente as ofensas xenofóbicas relatadas por funcionários do estabelecimento.
Chris Flores demonstrou indignação com o comportamento do artista, citando a frase "calado é um poeta" para definir a situação. A apresentadora questionou quem aceitaria compartilhar uma mesa com alguém que profere absurdos e age com violência em um ambiente público.
Thiago Pasqualotto classificou como "horrorosa" a atitude xenofóbica atribuída ao cantor, que teria chamado um funcionário de "paraíba". "Você está trabalhando com o público, não pode se comportar desse jeito", afirmou Pasqualotto, ressaltando o desprestígio que tais atos trazem para a carreira de um artista renomado.
Janaina Nunes também criticou o cantor, afirmando que a atitude foi ridícula e não condiz com a trajetória de Ed Motta. A jornalista destacou que o descontentamento com o valor de uma conta não justifica agressões ou a destruição de objetos no local. "Isso não é comportamento de um cidadão de bem", declarou a jornalista.
Entenda a confusão
Segundo as investigações da Polícia Civil, a confusão teria começado quando Ed Motta se negou a pagar a taxa cobrada para servir vinhos levados pelos clientes. O cantor afirmou em depoimento que frequenta o local há quase 10 anos e nunca havia sido cobrado pelo serviço anteriormente.
Ao se sentir chateado, o artista teria arremessado uma cadeira antes de deixar o local. Ed Motta negou ter a intenção de atingir qualquer pessoa e afirmou que a acusação de injúria por preconceito é infundada. Além da agressão ao garçom, o cantor teria derrubado a bolsa de uma cliente ao passar por outra mesa.
A polícia trata o cantor como testemunha do crime de lesão corporal, mas mantém a investigação sobre as ofensas xenofóbicas. Após a saída de Ed Motta, outros integrantes do seu grupo teriam se desentendido com clientes vizinhos, resultando em novas agressões físicas relatadas no boletim de ocorrência.