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Caso Gritzbach: MP pede condenação de 7 policiais civis por elo com PCC
Divulgação/PCSP

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), reforçou o pedido de condenação de 11 pessoas, sendo sete policiais civis investigados no âmbito da Operação Tacitus, que apurou um esquema que envolvia a cobrança de propina de Vinícius Gritzbach.

Em memorial levado à Justiça, os promotores denunciaram as 11 pessoas por crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, usura, corrupção e tráfico de drogas. Eles são apontados como integrantes do PCC.

Além das condenações criminais, o Ministério Público requereu a decretação da perda dos cargos públicos dos policiais denunciados e o pagamento de, no mínimo, R$ 40 milhões por acusado, a título de ressarcimento por dano moral coletivo e dano social, em razão dos prejuízos causados à administração pública, à segurança pública e à sociedade.

Segundo o memorial, as investigações apontaram que os denunciados integravam uma estrutura voltada à promoção dos interesses do PCC, atuando na lavagem de capitais oriundos principalmente do tráfico de drogas e de crimes contra a administração pública.

“As apurações identificaram movimentações milionárias, aquisição dissimulada de imóveis de alto padrão, uso de empresas de fachada e ocultação patrimonial em benefício de integrantes da facção criminosa”, informou o MP-SP em nota.

O documento também sustenta que policiais civis denunciados teriam exercido papel estratégico para a organização criminosa, utilizando as funções públicas para favorecer integrantes da facção, garantir proteção às atividades ilícitas e obter vantagens indevidas.

Entre os fatos narrados estão suspeitas de solicitação de propina, recebimento de presentes de alto valor e apropriação de relógios de luxo durante o cumprimento de mandados judiciais.

Conforme o Gaeco, o “conjunto probatório reunido ao longo da investigação inclui análises financeiras, quebras de sigilo bancário e telemático, documentos apreendidos, depoimentos de testemunhas, relatórios de inteligência e elementos obtidos a partir da colaboração premiada de Antônio Vinícius Gritzbach”.

Para o Ministério Público, as provas demonstram a existência de uma rede estruturada de colaboração entre integrantes da facção e agentes públicos corrompidos, voltada à manutenção e expansão das atividades ilícitas do PCC.

Fonte: Band.
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