A Polícia Civil de São Paulo, por meio de uma ação coordenada pela Divisão de Crimes Contra o Patrimônio do DEIC (Departamento Estadual de Investigações Criminais), desarticulou um esquema envolvendo uma empresa de transporte de valores que atuava diretamente a serviço da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).
A empresa em questão, localizada no município de Arujá, na Grande São Paulo, operava legalmente no mercado há quase 30 anos. No entanto, investigações conduzidas pela 5ª Delegacia do DEIC revelaram que, nos últimos tempos, a transportadora havia deixado de atender agências bancárias, casas lotéricas ou caixas eletrônicos. Em vez disso, a frota de carros-fortes e a estrutura regulamentada passaram a ser utilizadas exclusivamente pelo crime organizado.
De acordo com o delegado Pedro Ivo, responsável pelo caso, a organização criminosa utilizava a transportadora para movimentar armas, dinheiro ilícito oriundo do tráfico e entorpecentes por todo o território nacional. A frota blindada servia para enviar drogas para as regiões Norte e Nordeste do país, bem como para trazer carregamentos dessas mesmas localidades de volta para o Sudeste.
Após dois meses de investigação contínua, as equipes policiais realizaram uma incursão na sede da empresa. No local, foi apreendido um farto arsenal de armas e cerca de 300 quilos de haxixe do tipo ice, uma variedade altamente potente do entorpecente, cujo valor de mercado está estimado em R$ 7 milhões.