O Brasil apresenta um desempenho insatisfatório no Índice de Percepção da Corrupção (IPC) de 2025, o principal indicador global sobre o tema. O relatório, divulgado pela Transparência Internacional, avaliou 182 países com notas que variam de 0 (percepção de máxima corrupção) a 100 (percepção de integridade máxima). O Brasil registrou apenas 35 pontos, posicionando-se na 107ª colocação do ranking mundial.
O resultado coloca o país abaixo da média global, que é de 42 pontos, e também atrás de vizinhos sul-americanos, como a Argentina, que somou 36 pontos. No topo da lista, figuram Dinamarca, Finlândia e Cingapura como as nações mais bem avaliadas e com os menores índices de percepção de corrupção do mundo.
Fatores determinantes para a nota baixa
De acordo com a análise da Transparência Internacional, a estagnação e o mau resultado brasileiro são explicados por episódios recentes que fragilizaram a confiança nas instituições. O relatório destaca três pontos centrais:
- Emendas Parlamentares: O desvio de finalidade e a falta de transparência na gestão de verbas do Legislativo.
- Fraude no INSS: Escândalos envolvendo desvios e irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social.
- Caso Banco Master: Classificado pela própria ONG como a maior fraude bancária da história do Brasil, o caso é apontado como um fator de forte impacto negativo na percepção de integridade do setor financeiro e dos órgãos de fiscalização.
Para a organização, o cenário brasileiro reflete a necessidade urgente de fortalecer os mecanismos de controle e a autonomia de órgãos investigativos para reverter a tendência de queda na confiança internacional e doméstica.