O Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras) do Morro de São Bento mantém um berçário especializado no acolhimento e cuidado de filhotes de animais silvestres resgatados em situações de risco em diversas regiões do estado de São Paulo. A estrutura é voltada à reabilitação integral desses animais, com acompanhamento veterinário permanente, protocolos nutricionais específicos e manejo adequado, garantindo as condições necessárias para o desenvolvimento saudável e a futura reintrodução à natureza.
Atualmente, o berçário abriga filhotes de mamíferos provenientes de diferentes regiões do estado, que recebem cuidados intensivos de acordo com as necessidades de cada espécie. Entre os animais em reabilitação está um filhote de jaguatirica (Leopardus pardalis), apelidado de “Flash”, resgatado em Guaíra há 21 dias. Com cerca de 1,2 quilo, o felino passa por uma fase importante do desenvolvimento, com a transição para a dieta pastosa.

Situação semelhante vivem o macaco-prego “Abu”, que inicia a introdução de alimentos sólidos, e quatro filhotes de cuíca, que avançam do leite para a alimentação pastosa. Já a lontra-neotropical “Joca”, resgatada na capital paulista, ainda depende exclusivamente de dieta láctea, exigindo cuidados contínuos e monitoramento permanente da equipe técnica.
Além do acompanhamento nutricional, a reabilitação envolve cuidados rigorosos com a saúde clínica. Os quatis “Laka” e “Bis”, vindos de Itaí e Caconde, seguem em monitoramento após testarem positivo para parasitas, conforme os protocolos sanitários adotados pela unidade. A liberação para o retorno à natureza ocorre somente após a negativação dos exames. Bis é o animal há mais tempo no Cetras, com 46 dias sob os cuidados da equipe.
O trabalho desenvolvido pelo Cetras do Morro de São Bento é fundamental para assegurar que animais silvestres, muitas vezes órfãos ou vítimas de situações de risco, tenham uma segunda chance de recuperação e possam retornar aos seus habitats de origem de forma segura, saudável e autônoma.
