O Melhor da Tarde desta quinta-feira (26) repercutiu um suposto favoritismo da produção do BBB 26 com os participantes Alberto Cowboy e Jonas Sulzbach. De acordo com informações da colunista Carla Bittencourt, a dupla teria entrado no reality show com ligações diretas com a agência da Globo que cuida de carreiras no entretenimento, o que geraria um tratamento diferenciado dentro da casa.
Segundo a jornalista, Jonas e Cowboy não são apenas confinados, mas "investimentos" da emissora. Isso explicaria movimentos que parecem aleatórios, mas que fariam parte de um contexto estruturado para proteger a imagem dos dois. A discussão levanta questionamentos sobre a imparcialidade das dinâmicas e o futuro comercial dos ativos da rede.
Contratos e "boa vontade" na edição
Carla Bittencourt afirma que existe uma "boa vontade" clara da direção do programa em relação aos dois competidores. Ela ressalta que a edição do programa costuma mostrar Jonas e Cowboy de forma mais divertida, enquanto falas problemáticas ditas por eles não iriam ao ar.
Para a colunista, as provas físicas frequentes também seriam uma forma de privilegiar o perfil atlético da dupla. "Eles são um ativo para a emissora. A Globo não tem nenhum motivo para queimá-los", analisa a jornalista durante a conversa com Leo Dias e Chris Flores.
Thiago Pasqualotto concorda com a leitura e acrescenta que percebe uma mudança estratégica na Globo desde a participação de Karol Conká. Ele avalia que o Big Brother Brasil gera um faturamento bilionário e a emissora evitou, nos últimos anos, ser vista como um "moedor de gente". O objetivo atual seria evitar rejeições massivas que destroem carreiras e afastam marcas.
O contraste com Ana Paula Renault
A trajetória de Ana Paula Renault no BBB 26 foi citada como o contraponto dessa logística comercial. Diferente de Jonas e Cowboy, ela não possui ligação com a engrenagem de agenciamento da emissora. Janaina Nunes destaca que detalhes, como o tom mais rígido do apresentador Tadeu Schmidt com Ana Paula, alimentam a percepção de pesos diferentes no jogo.
Carla Bittencourt pontua que uma possível vitória de Ana Paula seria "incômoda" para a logística da empresa. "Uma campeã que não se encaixa no modelo comercial muda o roteiro esperado", afirma a colunista. O debate também girou em torno da dificuldade da emissora em lucrar com vencedores que saem com imagens desgastadas.
Os apresentadores citaram exemplos de edições passadas para ilustrar o cenário. Eles lembraram que Arthur Aguiar, embora campeão, não faturou tanto com publicidade quanto Jade Picon. Da mesma forma, ressaltaram que participantes como Bia do Brás, que não venceram o programa, foram contratados e mantidos no elenco por serem comercialmente viáveis.