A atriz Alice Braga comentou sobre o seu relacionamento com a produtora Renata Brandão e relembrou o passado com a ex Bianca Comparato durante uma entrevista concedida ao jornal O Globo. Aos 43 anos, a artista detalhou as transformações em sua vida afetiva e refletiu sobre carreira, política e saúde mental.
Durante a conversa, a estrela falou sobre o namoro com a CEO da Conspiração, ressaltando o momento maravilhoso que atravessa. "Quando me apaixonei pela Renata, foi um novo amor, uma nova história", afirma. Ainda no campo amoroso, a artista fez questão de mencionar a importância do seu relacionamento anterior. Na visão da atriz, o afeto mudou de forma com o passar do tempo. "O amor não acaba, se transforma", declara.
Questionada sobre a possibilidade de ter filhos, a paulistana diz que sempre focou na profissão, mas mantém as portas abertas. "Ainda tenho dúvidas se quero ou não. Não preciso ser mãe biológica", explica, acrescentando que os planos podem mudar no futuro.
Novos trabalhos de Alice Braga
Com forte presença no exterior, Alice celebra o sucesso na série "Homem em Chamas", da Netflix, que ocupou o primeiro lugar em 56 países. Para a atriz, a escolha do cenário no Rio de Janeiro valoriza o público do Brasil. "Nós, brasileiros, somos um mercado muito importante como consumidores de entretenimento", analisa.
Apesar do foco em grandes projetos de ação e obras independentes, ela revela ter muita vontade de atuar na teledramaturgia nacional. A artista destaca a conexão que remakes como "Vale Tudo" e "Pantanal" estabelecem com a sociedade brasileira de hoje e se diz aberta a convites.
A inspiração familiar também marcou presença na entrevista, especialmente a profunda admiração por sua tia, Sonia Braga. Segundo a sobrinha, a veterana foi pioneira para artistas latino-americanas nos Estados Unidos. "Minha tia é uma honra nacional", ressalta.
Alice Braga e saúde mental
Em um relato pessoal, a atriz expôs o período em que enfrentou crises de ansiedade devido ao excesso de autocobrança e insegurança. A recuperação, de acordo com ela, ocorreu sem o uso de remédios. "Consegui voltar a respirar por meio da terapia e do candomblé", revela.
Adepta do candomblé há vinte anos, ela separa a espiritualidade dos debates sobre saúde pública. Ao discutir a legalização do aborto, a artista se mostra absolutamente favorável. "Acho muito importante a gente discutir esse tema por ser relativo à vida e à escolha das mulheres", opina.
Sobre a obrigação de artistas assumirem lados nas eleições, a brasileira defende que a atitude pertence à vida de cada um. No entanto, atua como ativista em causas climáticas e indígenas, alertando para os riscos da geopolítica global. "Tudo que faço vem do lugar de paixão", conclui.