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Pandemia tira 7,4 mil empregos de RP
Foto: Alfredo Risk

Nesta segunda-feira, 29 de junho, a Secretaria de Traba­lho do Ministério da Economia divulgou os números do Ca­dastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). De acordo com a pasta, a pande­mia do novo coronavírus obri­gou a economia de Ribeirão Preto a encerrar mais 2.368 vagas de emprego com carteira assinada em maio.

Em abril, a economia local já havia registrado o maior déficit da história para o mês, de 5.038 postos de trabalho extintos. Nos dois meses em que a quarente­na imposta pela pandemia foi implantada plenamente – co­meçou no final de março e foi flexibilizada na primeira quin­zena de junho –, Ribeirão Preto já perdeu 7.406 empregos com carteira assinada.

Em maio, foram 3.643 ad­missões e 6.011 demissões em Ribeirão Preto, com déficit de 2.368 vagas de emprego formal. O resultado negativo do mês passado é 132 vezes superior ao superávit do mesmo mês de 2019, quando os principais se­tores da economia ribeirão-pre­tana geraram apenas 18 novos postos de trabalho com carteira assinada – fruto de 8.250 admis­sões e 8.232 demissões.

A queda passa de 13.255%. Significa que 2.386 trabalhado­res perderam a fonte de renda. No acumulado do ano, entre 1º de janeiro e 31 de maio, o défi­cit do emprego formal já chega a 7.523, com 34.256 contrata­ções e 41.779 dispensas, tam­bém como consequência da pandemia. No mesmo período de cinco meses de 2019, Ribei­rão Preto contabilizava saldo de 2.459 carteiras assinadas, com 43.485 pessoas admitidas e 41.026 demitidas.

A diferença entre os dois quadrimestres é de 9.982 va­gas. A queda chega a 405,9% em 151 dias de 2020. O saldo atual é quase quatro vezes infe­rior ao dos cinco primeiro me­ses do ano passado. Em março, quando a quarentena imposta pelo isolamento social devido à pandemia, Ribeirão Preto regis­trou déficit de 1.146 empregos. E janeiro e fevereiro o saldo foi positivo, de 155 e 1.115 novos postos, respectivamente.

Setores
Segundo o Caged, em Ri­beirão Preto, o setor de servi­ços registrou o maior déficit em maio, de 1.161, com 2.052 admissões e 3.213 demissões. O comércio vem em seguida, com 822 contratações e 1.652 dispensas, rombo de 830 pos­tos de trabalho fechados.

Depois aparece a indústria, com 301 novas carteiras assina­das e 559 vagas extintas, déficit de 258. A construção civil con­tratou 456 pessoas e demitiu 579 operários, rombo de 123 empregos. A agropecuária ad­mitiu 12 funcionários, dispen­sou oito e fechou o mês com superávit de quatro postos.

Entre janeiro e maio, os ser­viços acumulam déficit de 3.967 empregos formais (19.630 ad­missões e 23.597 demissões), o comércio tem saldo negativo de 3.211 (8.644 contratações e 11.855 dispensas) e a indústria tem rombo de 469 vagas (2.706 e 3.175, respectivamente).

A construção civil registra superávit de 61 empregos for­mais (3.144 novas carteiras assi­nadas e 3.083 rescisões) e a agro­pecuária tem saldo positivo de 63 postos (132 novos contratos e 69 quebras contratuais). Ribei­rão Preto fechou o ano passado com superávit de 3.260 vagas – fruto de 99.483 admissões e 96.223 demissões.

Ficou 53,1% abaixo do saldo de 2018, de 6.958 novos em­pregos formais (96.236 contra­tações e 89.278 rescisões), com 3.698 carteiras assinadas a me­nos em 2019. Mesmo assim, a cidade obteve o quarto superávit mais expressivo do estado.

Ficou atrás da capital (80.831), Barueri (7.546) e Su­zano (4.917). O resultado mais expressivo da última década na cidade foi registrado em 2010, quando fechou o período com saldo de 14.352 empregos for­mais, fruto de 109.136 admis­sões e 94.784 demissões. Já o pior desempenho foi constatado em 2015, no auge da crise eco­nômica, com déficit de 6.323 postos de trabalho – 98.572 con­tratações e 104.895 rescisões.

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