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Covid-19 não para de avançar em RP

Ribeirão Preto registrou mais duas mortes por co­vid-19, segundo o Boletim Epidemiológico da Secretaria Municipal da Saúde divulga­do nesta quarta-feira, 13 de janeiro, a cidade ultrapassou os 990 óbitos e deve vencer a barreira de mil ainda este mês. O número de vítimas fa­tais em decorrência da doen­ça subiu de 989 para 991, alta de 0,2% em comparação com os dados de terça-feira (12).

O recorde de mortes em 24 horas pertence a 24 de ju­lho, com 13. Os óbitos ocor­reram nos 9 e 12 de janeiro. Uma das vítimas é um senhor de 83 anos portador de doen­ça cardiovascular crônica. A outra é uma senhora de 87 anos que fazia tratamento contra doença pulmonar crô­nica e asma. Ele estava inter­nado em hospital particular e ela, em instituição pública.

A tendência voltou a ser de queda na comparação sema­nal, apesar de a média móvel continuar alta. Entre 30 de de­zembro e 5 de janeiro, ocorre­ram 21 falecimentos na cida­de, um a cada oito horas. Nos sete dias subsequentes, entre 6 e 12 de janeiro, foram con­firmados 15 óbitos, cerca de um a cada onze horas, recuo de 28,6% e seis casos a menos.

Se a comparação conside­rar o período de 14 dias, entre 16 e 29 dezembro foram 27 mortes, uma a cada doze ho­ras, aproximadamente. Entre 30 de dezembro e 12 de janei­ro, a cidade registrou 36 óbitos, cerca de um a cada nove horas, nove a mais e alta de 33,3% em relação ao período anterior.

Há o registro de 33 óbitos em novembro, apesar de os relatórios apontarem 41, um a cada 17 horas. O documento aponta 52 falecimentos em de­zembro, mas 57 pessoas mor­reram entre os dias 1º e 31. Ou seja, no mês passado foram 16 mortes a mais, alta de 39% em comparação com o anterior. Em novembro, foram sete dias sem óbitos, mas o quadro ain­da pode mudar. Em dezembro, são três até agora.

Janeiro já soma 32 faleci­mentos, quase três por dia, apesar de o boletim indicar apenas dois. A média móvel das últimas semanas oscilou entre doze e 21 mortes. A mais alta ainda pertence ao período de 18 a 24 de julho, de 59 vítimas fatais. O bole­tim indica 62 mortes em ou­tubro, mas 103 ocorreram no mês. O maior volume é de ju­lho (244). Os meses com me­nos falecimentos são março (dois, a pandemia começou em meados do mês em Ribei­rão Preto) e abril (onze).

A taxa de letalidade voltou a subir para 2,5% – chegou a 5,3% em abril e em maio. Está no mesmo patamar dos índi­ces regional (2,5%), nacional (2,5%) e do mundial (2,1%), mas abaixo do estadual (3,1%). A mais baixa até agora é a de dezembro, de 0,6%, seguida pela de novembro, de 0,9%. Em outubro estava em 1,8%. Co­meçou com 2,1% em março.

Em junho chegou a 3,1%, foi a 2,8% em julho de, 2,7% em agosto e 2,5% em setem­bro, segundo dados de 20 de dezembro. A taxa de morta­lidade por 100 mil habitan­tes na pandemia está com média de 127,8 este mês (era de 123,7 em novembro). As mais baixas são de março (0,3), abril (1,6), dezembro (0,7 e novembro 3,7).

Em outubro ficou em 8,4. A mais alta é de julho (34,7). As demais são 9,4 de maio, 29,6 de junho, 24,9 de agosto e 19,1 de setembro. A taxa de incidência de óbitos disparou de 2,95 por 100 mil habitantes no dia 21 de dezembro para 3,51 no dia 30 do mês passado. Era de 1,69 no fim de novembro.

Por sexo, as vítimas da co­vid-19 são 548 homens (55,3%) e 443 mulheres (44,7%). A mais jovem em toda a pandemia é um menino de oito anos que morreu em 19 de outubro e a mais idosa, uma senhora de 101 anos que fa­leceu no dia 20 de junho.

O município de Ribeirão Preto superou a marca de 42,1 mil pacientes infectados pelo Sars-CoV-2 nesta sema­na – são 42.138. O Boletim Epidemiológico do Departa­mento de Vigilância em Saú­de contabiliza a data do início dos sintomas e do diagnósti­co da doença.

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